IPleiria entrega primeiras bicicletas elétricas

Já foram entregues as primeiras 100 bicicletas do projeto U-Bike do Politécnico de Leiria. As sessões de entrega, que contaram com a presença do Secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, José Mendes, decorreram em Leiria, Marinha Grande, Caldas da Rainha e Peniche.

Aos utilizadores selecionados foi atribuída uma bicicleta elétrica que ficará ao seu dispor por um período até seis meses, sendo que cada utilizador deve cumprir os objetivos mensais de quilómetros percorridos, e garantir uma utilização responsável do veículo.

Associando-se à operação U-Bike, o Politécnico de Leiria pretende contribuir para a alteração de comportamentos, no sentido de favorecer a redução do transporte individual motorizado na comunidade académica e tornar mais atrativos os seus campi, promovendo a mobilidade amiga do ambiente.

 

‬RUI PEDROSA TOMA POSSE COMO PRESIDENTE DO POLITÉCNICO DE LEIRIA

Rui Pedrosa tomou posse como presidente do Politécnico de Leiria no dia 15 de maio. Os vice-presidentes e pró-presidentes do Politécnico de Leiria foram também empossados durante a cerimónia, contando com a presença da comunidade académica e de representantes de diversas entidades locais, regionais, nacionais e internacionais.

Pedro Lourtie, presidente do Conselho Geral do Politécnico de Leiria, presidiu o ato de tomada de posse, o qual contou com as intervenções de Nuno Mangas, presidente cessante, e de Rui Pedrosa, o presidente eleito.

A nova equipa é constituída por Rui Pedrosa (presidente), por Rita Cadima, Nuno Rodrigues e Ana Sargento (vice-presidentes) e por José Carlos Gomes, Samuel Rama, Maria Isabel Pereira e Rui Rijo (pró-presidentes).

Estão a aumentar os pedidos de apoio psicológico nas universidades

Notícia publicada no Diário de Notícias de 19/04/2018

https://www.dn.pt/portugal/interior/estao-a-aumentar-os-pedidos-de-apoio-psicologico-nas-universidades-9269908.html

Transcrevem-se excertos da notícia.

O Serviço de Apoio ao Estudante do Instituto Politécnico de Leiria existe para ajudar os estudantes a conseguirem ultrapassar as suas dificuldades. Conta com o SAPE!

“Ansiedade, ataques de pânico, falta de apetite, dias a fio sem dormir. “Foi uma estupidez aquilo a que me sujeitei”, diz Francisco M., de 28 anos, a fazer um doutoramento em Biotecnologia. Estava no segundo ano da licenciatura em Bioquímica quando os problemas começaram a surgir. “Efetuei um crédito para poder estudar, não podia chumbar. Coloquei muita pressão sobre mim mesmo. Também coincidiu com o facto de ter deixado de praticar desporto”, recorda.

Com a psicoterapia, Francisco aprendeu “a gerir a ansiedade”. Já não tem crises. “Sou financiado por uma instituição para fazer o doutoramento, mas não quero seguir esta área. Para quem quer continuar, pode ser doentio”, assume, destacando a precariedade em que vivem os doutorandos e a pressão para fazer publicações. “Já vi pessoas a chorar pelos corredores do centro de investigação, a terem ataques de pânico”, releva.”

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“Foi precisamente na primeira época de exames da licenciatura que Mariana Abrantes, de 23 anos, sentiu o primeiro pico de stress e ansiedade. “Por causa do choque relacionado com a quantidade de matéria a estudar e do número de exames”, diz a jovem, a fazer mestrado em Biologia Aplicada. Essa ansiedade é agora causada pela incerteza em relação ao futuro. “Com a precariedade que existe no setor da ciência, cada vez me sinto mais perto de ter de entrar nessa vida incerta ou ter de arranjar opções alternativas, possivelmente ir para fora.” E ainda falta a tese, ressalva.”

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“Os problemas variam consoante o ciclo de ensino. “Nos primeiro e segundo ciclos, há a fase de adaptação ao ensino superior, a uma nova forma de avaliação, à relação com os colegas, à pressão.” Já o doutoramento, prossegue, “é para muitos uma forma de trabalhar na área obtendo rendimentos com bolsa”, mas nem sempre uma vocação, pelo que pode surgir frustração.”

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“Problemas como o abandono e o insucesso académico no ensino superior podem ser minimizados com a intervenção de psicólogos. Quem o diz é Teresa Espassandim, membro da direção da Ordem dos Psicólogos, que considera que faltam profissionais desta área nas universidades: “Em Portugal, temos 361 mil estudantes do ensino superior e não existirão mais do que cem psicólogos a intervir neste contexto.” Preocupações que já foram dadas a conhecer à Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Com o “crescimento do apoio psicológico aos estudantes na década de 1990 e no início dos anos 2000”, a psicóloga refere que “vai existindo alguma possibilidade de acesso a consultas”, mas “ainda muito aquém”. Destacando que deve ser feita uma aposta na prevenção, adianta que estes profissionais “intervêm nas grandes preocupações das universidades: abandono, insucesso académico, mudança de curso”. Problemas que “originam sintomatologia ansiosa e depressiva”.

Teresa Espassandim recorda o estudo da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, feito em 2012, que concluiu que 17,4% dos universitários têm sintomatologia depressiva clinicamente significativa e lembra que “é entre os 18 e os 24 anos que se desenvolvem as psicopatologias graves”. Por isso, frisa, esta é uma área que preocupa a ordem: “Temos um grupo de trabalho para a intervenção do psicólogo em contexto de ensino superior, com vista à criação de guidelines, devido à necessidade de orientação neste contexto, que implica uma amplitude de atividades e de programação de intervenção e prevenção.”

Quando chegam ao ensino superior, os jovens deparam-se com desafios novos, o que faz que esta seja uma altura que merece especial atenção do ponto de vista do apoio psicológico. “Vão viver sozinhos, por vezes não estão no curso desejado e não têm o êxito escolar que pretendiam. Isto pode desencadear uma ansiedade maior. Além disso, há casos em que existe consumo de álcool e drogas associado”, indica a psicóloga.”