Férias 2018

Chegados a agosto é altura de desfrutar as merecidas férias.

Divirtam-se, aproveitem e recarreguem energias – com muito sol e festa (para quem gosta)! Com muito descanso e SPA (para quem prefere)! Muitos festivais, concertos (mais uma vez, para quem prefere música)! Ou ainda, muito turismo, voluntariado, trabalho, estudo, ou outra qualquer atividade útil e importante para realizar neste período!

A todos/as BOAS FÉRIAS!

 

6º Encontro de Psicologia em Contexto Educativo: 29.6.18, ESSLei/IPLeiria

6º Encontro Psicologia em Contexto Educativo
29 de junho 2018: Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Leiria

Promovido pelo Serviço de Apoio ao Estudante (SAPE) do IPLeiria, em colaboração com psicólogos escolares e com o apoio da Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP)

Informações e detalhes em https://sapeipl.wixsite.com/psicoeducativo6ed

Estão a aumentar os pedidos de apoio psicológico nas universidades

Notícia publicada no Diário de Notícias de 19/04/2018

https://www.dn.pt/portugal/interior/estao-a-aumentar-os-pedidos-de-apoio-psicologico-nas-universidades-9269908.html

Transcrevem-se excertos da notícia.

O Serviço de Apoio ao Estudante do Instituto Politécnico de Leiria existe para ajudar os estudantes a conseguirem ultrapassar as suas dificuldades. Conta com o SAPE!

“Ansiedade, ataques de pânico, falta de apetite, dias a fio sem dormir. “Foi uma estupidez aquilo a que me sujeitei”, diz Francisco M., de 28 anos, a fazer um doutoramento em Biotecnologia. Estava no segundo ano da licenciatura em Bioquímica quando os problemas começaram a surgir. “Efetuei um crédito para poder estudar, não podia chumbar. Coloquei muita pressão sobre mim mesmo. Também coincidiu com o facto de ter deixado de praticar desporto”, recorda.

Com a psicoterapia, Francisco aprendeu “a gerir a ansiedade”. Já não tem crises. “Sou financiado por uma instituição para fazer o doutoramento, mas não quero seguir esta área. Para quem quer continuar, pode ser doentio”, assume, destacando a precariedade em que vivem os doutorandos e a pressão para fazer publicações. “Já vi pessoas a chorar pelos corredores do centro de investigação, a terem ataques de pânico”, releva.”

(…)

“Foi precisamente na primeira época de exames da licenciatura que Mariana Abrantes, de 23 anos, sentiu o primeiro pico de stress e ansiedade. “Por causa do choque relacionado com a quantidade de matéria a estudar e do número de exames”, diz a jovem, a fazer mestrado em Biologia Aplicada. Essa ansiedade é agora causada pela incerteza em relação ao futuro. “Com a precariedade que existe no setor da ciência, cada vez me sinto mais perto de ter de entrar nessa vida incerta ou ter de arranjar opções alternativas, possivelmente ir para fora.” E ainda falta a tese, ressalva.”

(…)

“Os problemas variam consoante o ciclo de ensino. “Nos primeiro e segundo ciclos, há a fase de adaptação ao ensino superior, a uma nova forma de avaliação, à relação com os colegas, à pressão.” Já o doutoramento, prossegue, “é para muitos uma forma de trabalhar na área obtendo rendimentos com bolsa”, mas nem sempre uma vocação, pelo que pode surgir frustração.”

(…)

“Problemas como o abandono e o insucesso académico no ensino superior podem ser minimizados com a intervenção de psicólogos. Quem o diz é Teresa Espassandim, membro da direção da Ordem dos Psicólogos, que considera que faltam profissionais desta área nas universidades: “Em Portugal, temos 361 mil estudantes do ensino superior e não existirão mais do que cem psicólogos a intervir neste contexto.” Preocupações que já foram dadas a conhecer à Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Com o “crescimento do apoio psicológico aos estudantes na década de 1990 e no início dos anos 2000”, a psicóloga refere que “vai existindo alguma possibilidade de acesso a consultas”, mas “ainda muito aquém”. Destacando que deve ser feita uma aposta na prevenção, adianta que estes profissionais “intervêm nas grandes preocupações das universidades: abandono, insucesso académico, mudança de curso”. Problemas que “originam sintomatologia ansiosa e depressiva”.

Teresa Espassandim recorda o estudo da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, feito em 2012, que concluiu que 17,4% dos universitários têm sintomatologia depressiva clinicamente significativa e lembra que “é entre os 18 e os 24 anos que se desenvolvem as psicopatologias graves”. Por isso, frisa, esta é uma área que preocupa a ordem: “Temos um grupo de trabalho para a intervenção do psicólogo em contexto de ensino superior, com vista à criação de guidelines, devido à necessidade de orientação neste contexto, que implica uma amplitude de atividades e de programação de intervenção e prevenção.”

Quando chegam ao ensino superior, os jovens deparam-se com desafios novos, o que faz que esta seja uma altura que merece especial atenção do ponto de vista do apoio psicológico. “Vão viver sozinhos, por vezes não estão no curso desejado e não têm o êxito escolar que pretendiam. Isto pode desencadear uma ansiedade maior. Além disso, há casos em que existe consumo de álcool e drogas associado”, indica a psicóloga.”